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Da rotina

1.1. Da buceta. A rotina da buceta se inicia à hora do entumecimento, à hora que um rio de sangue corre pra inchar justo o que a sua língua vai provar, fazendo verter ali, em golfadas, os primeiros visgos do suco que você precisa. Eles já vinham sendo preparados antes, em mornuras de banho maria de pensamentos obscenos (você sabe, está no tao livro). Quando você chega, eles esperam apenas o primeiro golpe para abundar quentes, escorrer e impressionar o paladar. Se você lambe, se você mama, se você chupa, então os sucos vêm cada vez mais rápido pra sua boca, encharcando o genuflexório em que você se posta em devoção para se nutrir. Se teus olhos se cruzam com os meus (susto de revelação, alegria de reconhecimento), então viramos matéria volumosa, a coisa mesma que se formou entre olhos, língua, buceta e caldos quentes. Sorrimos.

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