Arquivo da tag: Literatura Erótica; Iniciação sexual

Sete Meninos

Sete meninos numa roda, batendo punheta. Foi isso que Armando viu quando abriu a porta do quarto. Fechou rápido, com barulho. Levou a mão ao coração. O que tinha visto? Não sabia ao certo. Na porta, vibravam os últimos gritos dos garotos. “Fechessaportaaaa”! Indo na sua direção, o Guga. Quis morrer, mas ao invés disso, correu.

Correu pra bem longe. Pro jardim. Pra proteger os meninos? Não sabia. Guga atrás, Guga sempre atrás: quer brincar? Não queria. O que tinha visto, meu deus? Deitou-se na grama. Como Guga insistisse, aceitou o desafio de olhar pro sol. Quem sabe cegasse o chato do Guga. Fechou então os olhos. Deixou-se brincar no vermelho sangue. Contou: um, dois, sete. Sete ou seis. Com os pintos na mão. Bafo quente, suores. E rostos contorcidos. Olhou pro lado e lá tava Guga de novo. Olhando pra ele. Aquele garoto grudava. Tomou duas decisões. Primeiro ia se livrar do Guga; depois ia lá de novo, meter a mão na maçaneta.

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Os Pintos de Eunice

Invariavelmente, Eunice dizia: Só brinco se mostrar o pinto. Todo jogo, toda brincadeira, era isso. Se os meninos não mostrassem o pinto, Eunice não brincava. Com as meninas não tinha disso. Eunice só queria mesmo era ver os pintos. As amigas, num misto de solidariedade, excitação e nojo, ajudavam. Afinal, Eunice era uma amiga formidável. Formavam uma rodinha, traziam o menino pro meio e tudo se resolvia.

A maioria dos garotos tratava o rito com pouca curiosidade. Baixavam o short e olhavam pra cima. Quando Janice dizia “ok”, se vestiam e saiam correndo. Janice, é bom que se diga, era a melhor amiga de Eunice. Desde que Eunice gaguejou numa rodinha, Janice tinha assumido os trabalhos. Era ela que organizava a fila, botava ordem na roda, vigiava para ver se vinha algum adulto. Eunice, por sua vez, olhava. As outras meninas, essas davam risinhos.

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