Arquivo da tag: Literatura Erótica

Um roteiro sobre cachorro, sexo e relacionamentos

Dizem que bichos e seus donos se parecem. Adriano e o seu cachorro não se pareciam. Nem um pouco, aliás, Adriano sendo um cara alto e esguio e o cachorro um tipo trêmulo de pequenês. Nada em comum entre o dois, um apenas tolerava o outro. Existiam momentos de franca cooperação, no entanto, e isso acontecia quando Adriano passava mel no pau pro cão lamber.

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Da rotina

1.1. Da buceta. A rotina da buceta se inicia à hora do entumecimento, à hora que um rio de sangue corre pra inchar justo o que a sua língua vai provar, fazendo verter ali, em golfadas, os primeiros visgos do suco que você precisa. Eles já vinham sendo preparados antes, em mornuras de banho maria de pensamentos obscenos (você sabe, está no tao livro). Quando você chega, eles esperam apenas o primeiro golpe para abundar quentes, escorrer e impressionar o paladar. Se você lambe, se você mama, se você chupa, então os sucos vêm cada vez mais rápido pra sua boca, encharcando o genuflexório em que você se posta em devoção para se nutrir. Se teus olhos se cruzam com os meus (susto de revelação, alegria de reconhecimento), então viramos matéria volumosa, a coisa mesma que se formou entre olhos, língua, buceta e caldos quentes. Sorrimos.

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O homem do circo

O homem do circo era um talentoso malabarista. Como convém às pessoas de circo, ele tinha também outras habilidades. Algumas ele demonstrava no picadeiro (ajudante de palhaço), outras ele exercitava nas fogueiras da trupe (aprendiz de contorcionismo). Havia uma, porém, que ele só exibia em espetáculos privados. O fato circense era o seguinte: o homem do circo só esporrava se quisesse, na hora que ele mesmo decidisse. Nem uma foda com a mais habilidosa hetera, nem uma punheta tocada pelo homem mais gostoso do planeta poderiam fazer o homem do circo perder o controle do próprio pinto. Ele era o orquestrador, sempre, da festa e da gala. Continuar lendo

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Brasília: autorretrato*

Amor de alcova na cidade de mar de céu azul, conhece uma única placa. Siga saída sul.a      * Estudo para o projeto “Poesia Nua” – Lounge Poético (Brasília-DF)

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28/01/2015 · 09:00

Devaneio breve sobre a siririca original

Pintei as unhas de café com rebu. E súbito vejo tudo. O movimento dos meus dedos, em plena siririca, é o movimento de uma mulher. Ajusto o espelho. Que coisa. Eu. Logo eu, que me imagino livre, eu sou aquela uma que toca siririca com movimentos de mulher. Continuar lendo

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Nota sobre a rotina do cheirador de calcinhas

Dia sim, dia não, às sete horas, o cheirador de calcinhas sai para correr na beira do Lago Paranoá. São quarenta minutos de malhação, medidos pelo suor e pela evolução do trânsito na Ponte do Bragueto. Este homem não gasta mais do que um minuto para escolher uma das calcinhas de sua gaveta. Temos então que por volta das sete e quarenta da manhã o cheirador de calcinhas já estará de volta, sentado em sua cama desfeita. Ele estará suado, de cuecas e terá a face ruborizada. Neste ponto, sua mão direita já estará ocupada com um pau à meia bomba. A esquerda, por sua vez, esta cuidará da calcinha. Continuar lendo

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As mina pira

A Nena era a primeira mina com quem a Ana Rosa saía que gostava de dar chupão. Por um acaso qualquer, sei lá, a Ana Rosa, que já tinha namorado uma galera, ainda não tinha tido uma dessas. A menina gostava mesmo da coisa, e dava tanta atenção a isso quanto dava pra chupar uma buceta. Que nem diz a música, como “acontece da gente gostar do gosto que a garota sente, quando gosta da gente”, a Ana Rosa também começou a achar a coisa interessante. Volta e meia o peito dela tava lá, vidrado na lembrança daquela pegada da vampira, daquela chupada mole, daquela mamada. Continuar lendo

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