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Caderno de Campo: Hetera Irene (III)

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Hetera Irene, essa dama erótica, é uma fonte inesgotável de histórias. A maioria de suas  narrativas versam quase que exclusivamente sobre os modos e os jogos envolvidos nos variados prazeres carnais. Algumas histórias no entanto, são especiais. Isto porque além de conteúdo erótico, elas tratam também – através de algumas alegorias e personagens míticos – de um certo conteúdo moral. Tratam-se das Fábulas de Hetera Irene. Embora se passem em cenários comuns, essas são narrativas recheadas de deuses e exotismo. Pontuadas por sincretismo e bom humor, trazem sempre um conselho útil ao ouvinte.  Apresento abaixo, em primeira mão, uma dessas histórias. Paradoxalmente – uau! – é tudo verdade.
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Lasciva*

Lascívia. s.f. lubricidade, sensualidade, libidinagem, ardor fogoso.

Sílvia riu. Que palavra. Pousou o dicionário no peito, mexeu os pés, fez ponta de bailarina. Eita livro pra ser chato. Romance besta. Mas lascívia era uma palavra legal (repetiu baixinho). Boa de falar, soava bem. Grifou, respirou fundo e correu pra se arrumar. Estava atrasada, como sempre.

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Uma gata

A gata acordou no meio do dia. Meio dia? Será o meio do dia? Espreguiçou-se, olhando para as patas. Súbito soube, atinou. Fodeu! Aquele era o primeiro minuto. O primeiro minuto da sua última vida. Mas como foi rápido! Fixou os olhos no horizonte. Confirmou que o mundo, mais uma vez, continuava o mesmo. Passou a língua em si. Também continuava a mesma. Fechou os olhos. Tremeu. Era hora de labutar, de novo e urgentemente, sobre a questão primordial. E agora?

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Um conto de fodas

Era Uma Vez Um Ogro. Esse gostava de jantar crianças, de nadar no rio e de zoar por aí. E também adorava foder. Especialmente com as fadas. Aqueles corpinhos pequetitos eram como se fossem uns quitutes de feira. E suas bucetinhas? Seu prato preferido. Pudins quentinhos.

Foi numa certa noite, depois de ter comido duas crianças e fodido com dois outros ogros (paus amigos) que ele encontrou Essa Uma. Uma fadinha branca. Desde Sininho, não se via uma criatura assim. Sabe carinha de pin-up? Sabe corpinho de pin-up? Sabe gostosuras de pin-up? Pois então. Continuar lendo

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Aparição

Um dia dois anjos transaram em cima da copa de uma árvore da 107 norte.

Isso foi em noite estrelada, cinco pessoas viram.
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Ficamos

– Que horas são?

– Hora da gente começar tudo de novo, ao que parece.

– Tô falando sério, você imagina que horas sejam?

– Olha, o que a tua boceta tá dizendo é que é hora de começar tudo de novo.

– É incrível isso, né? Se alguém me contasse eu não acreditaria.

– Isso, da gente não cansar nunca?

– Isso de eu ficar encharcada só por você me olhar, a essa altura. Mas sim, claro, é incrível que a gente não se canse nunca. É realmente incrível.

– E delicioso, meu deus, como isso é delicioso!

– Mas você acha que são que horas?

– Eu acho que tá de noite. Continuar lendo

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A festa – trama pornô musicada em 3 atos

Texto: Ágata Benício

Argumento e Direção: Ágata Benício e Hetera

Música: “Deixa eu te beijar onde eu quiser” – Ágata Benício e Tiago Moria

 

PERSONAGENS

 

NINA, a anfitriã, com ideias. Fodelante.

TAÍS, a amiga da anfitriã, com ideias. Fodelante.

CARLA, a aniversariante.

SANDRA, convidada, fodelante.

BEBETE, convidada, fodelante.

ARMANDO, convidado, fodelante.

GABRIEL, convidado, fodelante.

JOÃO, convidado, fodelante.

PAULO, convidado, fodelante.

LÚCIO, convidado, fodelante.

 

PRIMEIRO ATO – A TRAMA

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